SOCORRO, MEU FILHO COME MAL!

10 ESTRATÉGIAS POSITIVAS PARA AJUDAR NA ALIMENTAÇÃO INFANTIL

Da recusa a experimentar alimentos a comportamentos considerados inadequados durante as refeições, não faltam dúvidas e angústias entre as famílias a partir do momento em que é feita a transição do aleitamento materno para a alimentação complementar e a introdução de novos ingredientes, texturas e sabores, não é mesmo?

Eu, Fernanda Teles e a nutricionista materno infantil, Christiane Velloso, fizemos uma live incrível, que você pode assistir aqui no link e abaixo, conferir as 10 estratégias que conversamos no nosso encontro virtual:

  1. RESPEITO! Essa é a principal palavra quando falamos da construção da alimentação infantil. É preciso respeitar o tempo, o paladar, o jeito de comer…enfim, RESPEITE o processo do seu filho. Por exemplo, o tempo da criança durante as refeições é diferente do nosso. Nós adultos somos capazes de comer em 10 minutos se for preciso. Mas a criança não. Ela precisa de tempo para treinar suas habilidades, precisa de tempo para sentir e perceber as sensações que essa atividade envolve. Por isso, busque não acelerar a criança. Isso traz irritação e desgaste para ambas as partes.

  1. TENHA MENOS EXPECTATIVAS. Não é sobre o tanto que você gostaria que seu filho comece. É sobre o quanto ele precisa e quer comer. Não sacie a sua necessidade, é sobre o seu filho!

  1. COMER É CONSEQUÊNCIA. Se seu filho não come bem, foque no processo e não no ato de comer. É preciso ter um ambiente alegre, prazer em se estar à mesa, em escolher, comprar e preparar os alimentos juntos, etc. Foque no que vem antes do ato de colocar o alimento na boca, encorajando seu filho sempre e nunca ameaçando ou fazendo chantagens. Seu filho nunca deve comer porque foi chantageado e sim porque é necessário e prazeroso. Qual relação que você quer que ele tenha com a comida?

  1. APLIQUE CONSEQUÊNCIAS NATURAIS NO LUGAR DE AMEAÇAS: “Filho, entendo que você não está com fome agora e a próxima refeição é o lanche da tarde às 15h. Você vai aguentar esperar até lá? Não teremos nada para substituir o almoço, você decide.

  1. FAÇA COMBINADOS para tudo que puder e desde muito cedo deixe claro as regras da casa. Regras são aqueles valores de cada família que você não abre mão de jeito nenhum, por exemplo: é proibido comer na sala. Combinados você pode flexibilizar, deixar anotado para se lembram sempre, como por exemplo: João arruma a mesa, Maria recolhe os pratos, Juca ajuda a picar os legumes…Envolva o máximo que puder da família inteira na cozinha.

  1. MANTENHA OFERTA DO QUE FOR SAUDÁVEL. Mesmo que seu filho fale que odeia brócolis, não deixe de comprar e muito menos de ofertar. Sempre que tiver, coloque no prato dele, faça cortes diferentes, faça um arroz com brócolis, gratinado, ou seja, mantenha sempre a oferta, sem impor ou forçar. Nunca obrigue seu filho a comer nada. As crianças comem o tanto que precisam. Temos uma questão cultural que dita que temos que raspar o prato, mas se formos aprofundar esse assunto vamos encontrar nele um dos grandes motivos da obesidade. Respeite a quantidade que sua criança consegue comer.

  1. COMER AFETIVO. Culturalmente e emocionalmente as refeições são um momento de compartilhamento entre pessoas queridas. As crianças também se sentem muito mais motivadas a comer quando estão próximas dos adultos que amam. Elas se sentem acolhidas, sentem que estão recebendo um carinho da família, que estão sendo cuidadas. Se percebem que o adulto que está com ela nesse momento, não está envolvido, elas podem trazer à tona sentimentos de frustração, pois esperam atenção. Por isso, procure fazer as refeições em família, pelo menos uma vez por dia. Além das questões emocionais, ajuda a criança a ter referência de modelos importantes.

  1. AMBIENTE ADEQUADO. Quando estamos comendo em um ambiente cheio de estímulos e barulhento, nosso organismo se ocupa em prestar atenção a cada coisa e aproveita muito pouco o sabor e as texturas do alimento. Por isso busque fazer com que o ambiente seja agradável nas refeições.

  1. USO DOS ELETRÔNICOS NA HORA DA REFEIÇÃO. O conhecimento e experiência do alimento na infância é essencial para que a criança se relacione com prazer e de forma saudável com o alimento. O uso de eletrônicos e TV na hora das refeições faz com que a criança come sem atenção consciente e fica totalmente passiva e mal sente o gosto e muito menos presta atenção se está saciada ou não. Já viu quando vamos ao cinema e comemos um pacote de pipoca inteiro sem perceber? É basicamente isso que acontece. A criança come hipnotizada e não desenvolve as habilidades que precisa para o ato de comer de forma saudável.

  1. COMER É UMA EXPERIÊNCIA SENSORIAL. Quando damos a oportunidade para a criança tocar os alimentos com as mãos, conhecer texturas, sentir o cheiro, a criança tende a estar mais ativa nesse processo e desenvolve também autonomia, o que favorece suas habilidades de independência e seu senso de autocapacidade.

E a REGRA mais importante da alimentação saudável: VOCÊ, PAI E MÃE, escolhe os alimentos que entra para a sua casa e seu filho deve ter autonomia, de acordo com a idade, para escolher o que quer comer, dentro das opções que você tem na geladeira ou na dispensa.

 E tenho uma outra dica para melhorar a alimentação do seu filho! Que tal envolvê-los em todas as atividades de casa, de forma bem agradável? Sabia que existe um estudo de Harvard que comprova essa eficácia? Veja só:

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