Eu não quero mais gritar com meus filhos.

SOCORRO! NÃO QUERO MAIS GRITAR COM MEUS FILHOS.

Para leite derramado, pano de limpeza!

Para birra escandolosa, abraço!

Para porta batida, silêncio!

Para choro, acolhimento!

Para gritos, fala suave!

Para parede riscada, tinta!

Para cansaço, caminhada!

Para bagunça, olhos fechados!

Para tempo perdido com filho, arrependimento para sempre!

Na minha jornada parental positiva, nunca encontrei um único motivo que justificasse gritar com meus filhos. Eu escolhi assim, é uma intenção diária e preciso de um esforço gigantesco, visceral! Não é fácil, mas totalmente possível. Se não grito com meus amigos e equipe, por que deveria gritar com as pessoas que mais amo na vida?

O que há com seu/sua filho(a) que te faz perder a compostura? Que ele não quer tomar banho? Quer comer assistindo TV? Que esqueceu os óculos da Frozen e você já está atrasada? Que quer dormir até meio dia? Que acorda as 06:00 em pleno domingo? Que derramou comida no chão?

Deixa eu te contar. Seus filhos também devem estar de saco cheio do uso excessivo do celular, do excesso de compromissos assumidos, das múltiplas páginas de listas de tarefas a cumprir, da busca da perfeição e tudo isso está te fazendo gritar com as pessoas que você mais ama e pior: fazendo com eles naturalizem essa forma de se relacionar!

Tem certeza que é isso que você quer para seus filho? Para você? Para sua família?

Assuma um compromissos de mudança! Um passo de cada vez, um grito a menos por dia e uma vida mais respeitosa pra sempre!

1. Assuma a raiva — A raiva é um sentimento normal e que todas nós sentimos. Surge porque estamos frustradas, cansadas, esgotadas, com fome, com sono, tendo que atender outras demandas, e aí até uma simples troca de roupa da criança pode se transformar num calvário materno. A impaciência aparece principalmente nos nossos momentos de estresse tornando insuportável qualquer descontrole, chilique ou piti dos nossos preciosos. É normal se sentir frustrada, irritada ou com raiva da criança por ela se recusar a fazer algo que queremos e que ela, por algum motivo que talvez nunca saberemos, achou ofensivo naquele momento. E é justamente nesses momentos que precisamos assumir o sentimento que estamos tendo sem culpas e recuar, buscando manter alguma calma para que nossas ações e palavras não sejam carregadas de violência. Não tem problema você sentir nada disso. Como você vai agir apesar disso é que faz diferença.

2. Respire — É a mãe do autocontrole. Antes de qualquer atitude respire, respire novamente e respire de novo. Conte até 10 e aí respire mais um pouco. Muitas vezes o tempo em que você busca se acalmar também será o tempo em que a criança se abranda. Analise o contexto antes de agir e não esqueça de ser empático nas ações e palavras.

3. Se afaste — Se ainda assim for difícil manter o controle, e a situação parece caótica, se afaste por alguns minutos, pode ser simplesmente mantendo-se parada em silêncio (se não puder se retirar um pouco realmente) feche os olhos e visualize uma imagem serena na mente, respire calmamente e novamente volte atenção ao momento.

4. Empatia sempre — Antes de qualquer ação o mantra deve ser entoado: “são crianças, seres humanos em desenvolvimento, não tem controle emocional, estão construindo o certo e errado a partir da socialização e somos nós (adultos) que precisamos dar as ferramentas certas para que se desenvolvam como seres humanos íntegros”. Você é a pessoa adulta, que tem mais bagagem para entender e lidar com a tempestade emocional da situação e não a criança. Ou seja, na dança do piti, a gente que deve se controlar.

5. Evite o confronto em momentos de tensão— Lute as batalhas que você pode ganhar. Nunca tente provocar um enfrentamento ou ensinar algo enquanto a criança está nervosa ou chorando. Somente após acalmar a criança explique-a de forma objetiva o que estava acontecendo, inclusive fazendo-a começar a perceber que ficou nervosa, com raiva, irritada, etc. Isso é importante para a cria começar a entender os próprios sentimentos.

6. Preserve alguma rotina — Mantenha minimante uma rotina no ambiente familiar, com os horários das refeições, higiene e as sonecas. A rotina é importante para que a criança se sinta tranquila.

7. Poupe-se de desgastes — Evite situações desgastantes para a criança quando estiver muito estressada. Se você não está num bom momento para gerenciar as possíveis birras da cria por lidar com uma situação desafiante, evite (se for possível) levá-la àquele supermercado lotado assim como tentar ensiná-la ou orientá-la sobre novos hábitos.

8. Tente não se culpar — Essa é a parte mais difícil, mas tente ser um pouco generosa consigo mesma. Criar filhos não é uma coisa fácil nem quando todas as variáveis estão perfeitamente encaixadas: rede de apoio, pai que cumpre obrigações, vida financeira estabilizada… Imagina então na realidade da maioria das mulheres que fazem tripla jornada (trabalho-casa-filhos) e muitas vezes quádrupla jornada (trabalho-estudo-casa-filhos). Que são as principais responsáveis por tudo que acontece com a criança. Que estão completamente sozinhas nesta tarefa. Se dê algum crédito, é impossível não surtar. E óbvio, nada disso é culpa da criança, tampouco é culpa sua. Ás vezes pequenos (e grandes) descontroles acontecem sim. Mães são humanas. O importante é ir tomando cada vez mais consciência do próprio processo emocional para tentar trazer algum equilíbrio a si mesma e à relação com o filho. Com generosidade. Sem culpas.

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